quinta-feira, 15 de março de 2012

Do Nascimento da Raça Bruxa


"Eis que naquele tempo, os filhos dos homens se multiplicaram e naqueles dias nasceram-lhe filhas, elegantes e belas. E quando os Sentinelas, os filhos do céus, viram-nas, enamoraram-se delas dizendo: vamos, selecionemos para nós mesmo esposas da progênie dos homens e geremos herdeiros. 
Então Samyaza, seu lider, disse-lhes: eu temo que talvez possais indispor-vos na realização deste empreendimento; e que só eu sofrerei por tão grave crime. Mas eles responderam-lhe e disseram: Nós todos juramos, que nós não mudaremos nossa intenção, mas executaremos nosso empreendimento projetado. Então ele juraram todos juntos e todos se uniram por mútuo juramento. Todo seu número era duzentos, os quais descendiam de Ardis, o qual é o topo do monte Armon. 
Estes são os nomes de seus chefes: Samyaza, que era o seu líder, Urakabarameel, Akibeel, Tamiel, Ramuel, Danel, Azkeel, Saraknyal, Asael, Armers, Batraal, Anane, Zavebe, Samsaveel, Ertael, Turel, Yomyael, Arazyal. Estes presidiam sobre os duzentos anjos, e os restantes estavam todos com eles . Então eles tomaqram esposas, cada um escolhendo por si mesmo as quais eles começaram a abordar e com as quais eles cohabitaram. 
Então ele lhes ensinaram sortilégios,encantamentos e a divisão de raizes e árvores. E elas [as mulheres] geraram aos Sentinelas três raças: o Grandes Gigantes, os Naphelim e os Elioud. E eles sobreviveram, crescendo em poder de acordo com a sua grandeza. 
Azazyel ensinou os homens a fazerem espadas, punhais, escudos, armaduras, a fabricação de espelhos e a manufatura de braceletes e ornamentos, o uso de pinturas, o embelezamento das sobrancelhas, o uso de todo tipo selecionado de pedras valiosas, e toda sorte de corantes, para que o mundo fosse alterado. Amazarak ensinou todos os sortilégios e divisores de raízes. Armers ensinou a solução de sortilégios. Barkayal ensinou os observadores das estrelas. Akibeel ensinou sinais. Tamiel ensinou astronomia. E Asaradel ensinou o movimento da lua." 


 Adaptado e extraído de O Livro de Enoque
 (tradução livre para a língua portuguesa por Elson C. Ferreira)

3 comentários:

  1. Este mito é chave para muitas portas...rs
    Esta não é a melhor tradução que vi, mas já dá para ter uma idéia...:)

    Muito bom tempo para publicá-la.

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  2. Olha achei belíssimo mesmo, as entrelinhas pois a texto em sí carrega uma visão pejorativa sobre os Vigilantes analisando seu contexto histórico-religioso.
    Também não achei a tradução muito satisfatória mas é um bom cameço. Andei dando uma adaptada e uma linguagem um pouco mais poética mas não fui muito feliz em tal emnpreitada também, rsrs.

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