terça-feira, 29 de novembro de 2011

Salvador


Engraçado como sempre vemos no outro um salvador.
 Mas ninguém virá e salvará sua vida. 
Seja você mesmo as chaves que te libertarão da prisão.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Lâminas do Destino

Diário de Um Bruxo Solitário

"So I guess the fortune teller's right
I should have seen just what was there
And not some Holy light"
Torn, Natalia Imbruglia


Como eu queria que desta vez ele estivesse errado. Eu sinceramente desejei que ele tivesse errado. Mas ele nunca está errado Pelos deuses, ele sempre está certo. Tarot é o seu nome.
Ele não é culpado, nós é que vamos até ele na esperança que ele trará conforto para nossas misérias. Na esperança que ele diga  que o amor irá bater em nossas portas juntamente com a sorte. Na esperança que ele nos diga que estamos cercados de irmãos e irmãs que nos querem tão bem. Quanta ilusão. 
Ele não diz o que queremos ouvir, embora, muitas vezes em nossa cegueira, dor ou desespero, forjamos ler o que não está lá. 
Penso ser tão apropriado o termo lâmina: ele contém setenta e oito lâminas que rasgam o véu da ilusão.
Ele é apenas um espelho, àguas que refletem nossas almas. Elas podem estar tão limpidas como o de um lago no meio de um bosque primaveril ou tão turvas como um rio cheio de dejetos.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A Cegueira da Luz

Diário de Um Bruxo Solitário


"Alguns elevam-se pelo pecado, outros caem pela virtude."
William Shakespeare


Ontem fui a um centro kardecista, não sei o que esperava ou melhor, sabia exatamente o que esperava: o término de minha catarse, de minha purificação. O kardecismo fora a ultima doutrina a me impressionar antes de eu me tornar pagão. E de sua fonte eu bebi por muito tempo e extrai muito conhecimento não preciso negar. Mas minha forma de ver o mundo mudou. E com ela minhas crenças. 
Sou um bruxo, um bruxo pagão.  Não, não aquele esteriótipo de bruxo pagão de uma era pós-murrayana. Meus castelos bruxescos já desmoronaram todos. Não sigo mais nenhuma litania ou teoria além daquela que meu genius dita. Algo dentro de mim sabe exatamente o que eu sou e o que eu devo fazer então resolvi dar tempo a esta voz para que mostre o caminho. Sem pressas, sem cobranças, sem ilusões. 
Mas não era sobre meu caminho que eu pretendia falar hoje, gostaria de registrar as minhas impressões sobre estas doutrinas que pregam a luz e a "bondade" a todo tempo. É insuportável conviver com este ideal utópico. O homem, assim como a natureza é um ser dúbio: o angelos e o daimon, faces de uma mesma alma. Ninguém consegue ser bom e luz todo o tempo, e quando não conseguimos o que acontece? Exatamente, a culpa estende suas garras e dá origem a todos tipo de flagelo e violência. Temos um lado negro, a vida possui um lado negro, a natureza possui forças destrutivas. Qual a necessidade de fecharmos os olhos a isso? Neste sentido eu admiro a doutrina wiccana com seus temas de equilíbrios entre luz e sombra. O "mal" não está nas sombras, o "mal" está no desequilíbrio, em qualquer tipo de desequilíbrio. Até mesmo na bondade exagerada que leva a uma auto-indulgência ou auto-abandono.
Todo o momento coisas morrem: animais morrem, sentimentos morrem, células morrem. Como fechar os olhos a todas as forças destrutivas que nos cercam? Hipocrisia, vaidade e húbris sem tamanho quem dizer que consegue procurar a Luz o tempo tempo.
Ontem a noite após chegar em casa da reunião eu tive uma visão: a Luz só existe porque as sombrar a constrasta. Não quero calar minha besta interior, meus instintos, meus desejos e todas as forças poderosas que da própria Vida são instrumentos. Continuarei dando a mim mesmo o privilégio de ser um pecador sem culpas.


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Oração à Diana, Rainha dos Céus


"Oh minha Deusa Diana
Ouça minha canção de adoração
Ouça minha voz quando eu canto Teus louvores.
Ouça minhas músicas à medida que elas sobem ao céu,
Quando tiver Lua Cheia, brilhantemente reluzente,
Encha os céus com Tua beleza.
Oh minha linda Deusa da Lua
Ouça-me enquanto eu coloco me diante de Ti
Veja-me enquanto elevo-me em direção ao céu,
Quando meus braços erguidos rumam à Ti
Quando a Lua Cheia brilha sobre mim,
Dê-me Tuas bençãos, Oh Diana.
Ensina-me os mistérios antigos Teus
Antigos ritos de invocação dos quais a Strega sagrada falou,
Pois creio nas palavras da Strega:
Quando ela falara de Tua brilhante glória,
Quando ela nos dissera para rogar-Te,
Disse-nos quando buscamos o conhecimento pela busca
E achar-Te acima de todas as coisas.
Dê-nos a sabedoria, ó Diana:
Como amarrar nossos opressores,
Como curar os enfermos entre nós.
Ensina-me, ó Diana.
Dá-me Tuas bênçãos,
Ó Grande Deusa da Lua
Defenda-me dos meus opressores.
Receba-me como seu filho, Diana.
Receba-me, embora eu esteja preso à Terra.
Conceda-me a antigo conhecimento feiticeiro
Quando meu corpo repousa à noite,
fale ao meu espírito interior;
Ensina-me todos os Teus santos mistérios.
Creio na Tua promessa antiga,
Tua promessa junto às antigas bruxas
Que nós, que buscamos Tua santa presença receberemos Tua Sabedoria.
Agora, a Lua Cheia brilha sobre mim.
Ouça-me! Estou diante de Ti!
Conceda-me sabedoria! Oh Diana!
Proteja-me dos meus opressores!
Ensina-me Teus santos mistérios!
Eu canto Teu louvores ao céus.
Deixe Tua glória brilhar sobre mim.
Abençoa-nos, óh graciosa Rainha dos Céus.
Desça por entre nós;
Desça e conquiste,
Deusa graciosa."



Traduzido e adaptado de:
 The Witches Workbook:
 The Magick Grimoire of Lady Sheba, 
Jessie Wicker Bell (1975)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Alma Bruxa



"Cada vez mais me aproximo de abraçar totalmente a ideia de que quando se é, é, e não poderia ser de outra maneira. Quantas pessoas vemos por ai andando como bruxas, vestindo-se como bruxas e falando como bruxas mas que sabemos que não o são? Quantas pessoas que vemos por ai, dos tipos mais variados, do mais variados credos e etnias, mas que carregam consigo um olhar diferente, o Fogo e o sangue bruxo dentro de si? 
Um nome não faz uma bruxa. Um título não nomeia uma alma."