segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Avesso da Realidade

Tratados de Espiritualidade Caótica

Os vivos querem morrer, pois não suportam tanto sofrimento. Os mortos querem reencarnar, pois não suportam tanto sofrimento.
Este aforismo ou algo parecido fora lido por mim certa vez num livro budista que infelizmente eu não lembro mais o nome e encerra em si um desafio muito interessante para examinarmos nossas crenças e derrubarmos idéias errôneas amplamente acreditadas pela dita espiritualidade contemporânea. Fomos acostumados a crer que, aos moldes das filosofias orientais, gnósticas e kardecistas, que este mundo (material) é uma ilusão, uma prisão e um mundo de expiações, um sufrágio para o espírito e para a alma. Que a morte é a libertação desta densidade opressora. Que quando sonhamos estamos libertos.
E se eu te disser que é exatamente o contrário? E se tudo o que acreditamos até hoje estiver equivocado?
Comece pelos seus sonhos, os sentimentos que experimentamos neles não são as vezes muito mais intensos do que aqueles que experimentamos em estado de vigília? Isto acontece porque nosso corpo físico não é sensível emocionalmente, ele é apenas sensível em nível físico (como calor, umidade, frio, aridez, etc), emoções são sentidas pelo corpo astral ou emocional e é deste corpo que o nosso Eu fica quase que totalmente consciente durante o sono. Quando dormíamos então despertamos para a realidade e quando abrimos nossos olhos pela manhã, então o sonho começa.
Continuando com este pensamento, a vida material que sempre foi tida como castigo e sofrimento e a vida espiritual (por falta de uma classificação melhor) que sempre foi tida como libertação perde seu sentido. É comum ouvirmos das pessoas que fulano morreu e foi "descansar". Infelizmente isso pode não ser verdade. Existe no mundo espiritual, assim como no material, muitas regiões diferentes que, por afinidade e vibração, atraem grupos diferentes de espíritos. É no que o espírito acredita que vai moldar sua realidade. O espírito, entendido aqui como manifestação não-material da alma, possui poderes inescrutáveis e, livre da densidade da matéria, todas as suas visões, crenças, esperanças, temores e sentimentos imediatamente se tornam palpável no mundo espiritual. Além disso, lembranças de todas as vidas regressas voltam a ficar consciente num turbilhão de acontecimentos por vezes insuportável àquele espírito. A volta ao mundo material então, é uma benção e um alívio. A reencarnação é um descanso para a alma e não a morte.
Que todos possam olhar para a vida material com outros olhos.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Para Refletir: Sobre Ética

"Uma vida correta é promovida por meio da filosofia,
 não obrigatoriamente por meio da religião"


Sophia

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Da Origem das Almas

Tratados de Ciências Ocultas

Quanto a reencarnação no reino humano é comum que o estudante indague como pode se explica que no princípio havia tão poucos humanos e hoje somos em um número infinitamente superior. Pois bem, todas as almas são originadas da Anima Mundi e pode passar por processos de fragmentação contínuos, o propósito deste nascimento fica sujeito a especulações místicas, filosóficas e religiosas e cada sistema de crença possuirá suas próprias teorias.
Deste mecanismo de criação, uma constatação  relevante deve ser apontada: se a Anima Mundi e suas almas fossem ficar se dividindo apenas constantemente, elas se enfraqueceriam pela fragmentação ininterrupta; então, para evitar que isso aconteça, as almas, do mesmo modo que se separaram podem se unir e voltar à Anima Mundi. Este mecanismo pode ser verificado através da crença difundida das almas gêmeas, mas ao contrário do que se acredita popularmente, a alma pode se dividir em mais de duas partes. As partes que compõem uma alma fragmentada são ligadas entre si por um magnetismo forte, um desejo de união, uma força de atração superior dentre os homens conhecida como amor.
O amor é a força de coesão que permeia toda a Anima Mundi e a infinidade de almas humanas e não-humanas que dela se originam.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

T-GIF: Obsessão

Thank gods it's friday!

...Por que um GIF fala mais que mil palavras...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Valentina e a Roseira: Uma Fábula Sobre o Medo, a Maldade e a Fé

Sentada junto à roseira, Valentina olha sua avó que com a mesma destreza de sempre cuida de seu jardim.  Após algum tempo ela ouve sua queria avó liberar um pequeno balbucio de dor por causa de um espinho e então Valentina a interpela:

- Vovó, vovó, machucou a dedo na roseira? Esta roseira é má!

Diante de tal declaração, Eva não pode segurar suas gargalhadas e com ternura passa sua mão na cabeça de sua neta dizendo:

- Não querida a roseira não é má. Nada é inteiramente mal e tampouco inteiramente bom. A roseira apenas é uma roseira e eu apenas furei meu dedo por falta de atenção, estava pressionando-a muito.

- A roseira apenas se defendeu porque achou que a senhora iria machucá-la? – interroga a pequena Valentina já ávida para compartilhar da sabedoria da matriarca.

- Sim minha pequena, exatamente, ela apenas se defendeu... – mas antes que pudesse concluir seu pensamento a pequena Valentina, afobada como sempre já a interrompe:

- Então não existem pessoas más vovó? Aquele homem que machucou meus pais não é mal?

Uma lágrima rola pelo rosto de Eva e ela prossegue:

- Acho que sim querida, a aparente “maldade” das pessoas não passam de defesas. As pessoas são movidas a causar dor principalmente pelo medo: medo da solidão, medo da dor, medo do sofrimento, medo da sede e da fome do corpo e do espírito e até mesmo medo de amar! – respondeu pacientemente Eva à Valentina.

- Vovó, eu tenho medo do escuro e tenho medo de que a senhora vá morar com papai e mamãe também, eu vou ser uma menina má então vovó? – Interpela Valentina mais uma vez.

Com seus risos de ternura, Eva abraça sua pequena dádiva e sussurra em seus ouvidos:

- Minha queria, não és uma menina má e nunca será e teu medo pode te levar a fazer coisas que magoe ou fira alguém num futuro, mas não serás má por isso do mesmo modo que o espinho da rosa não a torna menos exuberante e perfumada.

Já confortada por Eva, a pequena Valentina ainda pergunta:

- Mas vovó, como eu faço para não sentir mais medo?

E prontamente Eva responde:

- A fé minha queria, a fé espanta todo medo que tiveres. Tenha fé que as mesmas Forças que sempre cuidaram de nossos antepassados e dessa terra cuidará de nós, não importa o nome que damos a elas.  E não se esqueça de que nunca estarás sozinha, haverá sempre uma estrela dentro de ti que iluminará teus caminhos. Quando tiveres medo de algo, imagine teu medo como um demônio horrível e então deixe a luz de sua estrela brilhar e espantar a escuridão.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Oráculo

Bruxaria & Poesia

Donde vem este sangue
que corre por entre as veias
e queima como os quatros rios infernais?



 Donde vem esta música
doce como o canto da sereia
que desperta bestas abismais?

Donde vem este DNA
de linhagens de feiticeiras
e seres celestiais?

Pela glória e decadência
Pela imoralidade e decência
Pela fé e ciência
Pela benção e maldição
Pela lógica e contradição
Pela salvação
Pela eterna perdição
Pela perfeição
Da forja e do caldeirão

A voz do oráculo,
ecoa, sem humana razão