sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Reflexões Sobre Unicidade

Um antigo grego sabia que toda sua vida e dos próprios deuses estava nas mãos das Moiras, assim com o um germânico também sabia que as suas estavam nas mãos das Norns e nas tradições populares britânicas se pedia a intercessão das Três Damas para interferir no Destino.
Lúcifer na tradição católica fora punido por ter-se rebelado  contra Deus. A Serpente deu o Conhecimento à humanidade. Prometeu foi punido por ter-se rebelado contra Zeus. Prometeu deu o Fogo à humanidade. Eva e Pandora compartilham de uma culpa e curiosidade semelhantes. O Diabo, Hermes e Loki compartilham igualmente do mesmo gênio ladino. Sigurd e São Jorge ambos tiveram que derrotar um dragão.
Deus mandou um filho à Terra que se sacrificou assim como inúmeros outros deuses pagãos sacrificados existiram antes. Maria foi uma  Virgem como tantas Virgens de outrora. 
No altar o vinho se torna o sangue do Cordeiro assim como nos tempos antigos o vinho era a Essência de Dionísio. No altar a hóstia se torna o corpo do Cordeiro assim como nos tempos antigos os cereais eram o corpo da deusa Deméter.

O que há por trás destas semelhanças? Meras cópias e plágios não iriam muito longe assim como não há mentiras que fiquem de pé diante da Mão do Tempo.
Elas se perpetuam porque há algo mais profundo que as sustentam. Existem ecos que se reverberam, ecos de uma Verdade Primeira e Pura posteriormente representada, travestida, expressada e até mesmo corrompida pelas doutrinas, pelos símbolos, pelos ícones, pelos objetos e pelos mitos e ritos.
O que jaz na raiz de todas essas máscaras e velamentos? A pergunta contém sua própria resposta.

2 comentários:

  1. Falou tão pouco, mas de uma coerência tão brilhante! Concordo em absoluto com o que dissestes. Pensando dessa forma, é quase impossível não crer em um princípio Uno: seja ele qual for...

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  2. Cada vez que nos aproximamos de conhecer este Uno, mais se torna incoerente ideias de preconceitos religiosos.

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